domingo, 29 de abril de 2012

Cora Coralina "Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo. "



" Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma. "
Cora Coralina.

"Como é grande o meu amor, respeito, admiração pela senhora." S.A.S.

Documentário Cora Coralina


Cora Coralina ( Ana Lins do Guimarães Peixoto Bretas ) nasceu na cidade de Goiás, em 20 de agosto de 1889 e faleceu em Goiânia em 10 de abril de 1985.

Cora Coralina e Gyn Teen.avi







    Ela  escreveu contos, poemas, poesias e até mesmo literatura infantil, colaborou para jornais, foi proprietária de estabelecimentos e doceira por mais de 20 anos.
   Não teve muito estudo, fez apenas o primário com Mestra Silvina entre os anos de 1899 e 1901. Nessa época publicou seu primeiro conto – Tragédia na Roça – que foi publicado no Anuário Histórico Geográfico e Descritivo do Estado de Goiás. Sua obra poética fala sobre o cotidiano simples do interior de Goiás.
   Após o matrimônio se mudou para SP onde ficou por mais de 40 anos. Com a morte do seu marido passou por muitas dificuldades: teve que acabar de criar os filhos, vendeu livros, linguiça caseira e banha de porco feito por ela mesma. Somente em 1956, retornou para Goiás.
    Embora seja um nome forte na nossa Literatura, sua obra recebeu várias influências, como por exemplo, o nosso folclore, grandes escritores de épocas passadas (Gregório de Matos, Camões e Olavo Bilac), o codificador da doutrina espírita Allan Kardec e até mesmo as histórias da Carochinha.
OBRAS
- Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)
- Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais
- Meninos Verdes (infantil)
- Meu livro de cordel
- O tesouro da casa velha (contos)
- A moeda de ouro que o pato engoliu (infantil)
- Vintém de cobre

    Embora Cora Coralina seja é um grande nome da nossa Literatura, ela só foi realmente reconhecida pelo povo brasileiro depois que o grande Carlos Drummond de Andrade leu uma de suas obras.
    Aos 75 anos, Cora teve o seu primeiro livro publicado: Poemas dos Becos de Goiás
Cora recebeu em vida vários prêmios e homenagens. E mesmo após sua morte, em 1985, continuou os recebendo: em 1985 foi criada a Casa Cora Coralina em Goiás e a Biblioteca Infanto-Juvenil de Guaianases recebeu o seu nome.

PinturaCaricatura
Uma poetisa e contista brasileira. Cora Coralina, uma das principais escritoras brasileiras, publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos.




SABER VIVER ....CORA CORALINA

Casa Velha da Ponte, onde viveu Cora Coralina na Cidade de Goiás


Primeiros passos literários

     Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançada até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
     Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.


Cora Coralina (1/2) - De Lá Pra Cá - 21/09/2009



VT globo cora Viva Coralina





Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins de Guimarães Peixoto Brêtas, nasceu em 20 de agosto de 1889, no estado de Goiás (Goiás Velho). Filha de Jacinta Luíza do Couto Brandão Peixoto e do Desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, cursou apenas até a terceira série do primário e iniciou sua carreira literária aos 14 anos, publicando seu primeiro conto "Tragédia na Roça", em 1910, no "Anuário Histórico Geográfico e Descritivo do Estado de Goiás".


   Com um estilo pessoal, ela foi poetisa e uma grande contadora de histórias das coisas de sua terra. A espontaneidade, o cotidiano e as imagens que retratam o povo do seu Estado, costumes e sentimentos, são temas constantes de suas publicações. Assim, sua obra é considerada por vários autores um registro histórico-social do século 20, especialmente da região do serrado do Centro-Oeste brasileiro, onde nasceu e morreu.







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Humildade - ( Poema de Cora Coralina )




À procura Cora Coralina


A paráfrase da morte
(Paráfrase consiste em reescrever com suas palavras as ideias centrais de um texto. Consiste em um excelente exercício de redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e precisão vocabular. A paráfrase mantém o sentido do texto original.Comentário, explicação, interpretação ou tradução aproximada, procurando esclarecer um texto; o ato de transcrever a ideia geral de um texto através de outras palavras.É a citação de um texto, escrito por um outro autor, sem alterar as idéias originais. Ou, eu reproduzo, com minhas próprias palavras, as idéias desenvolvidas por um outro autor.  )




Carlos Drummond e Cora Coralina souberam explorar bem a temática da violência e a injustiça social, Drummond em 'Morte do leiteiro' e Cora em 'A Enxada' - esse que é uma paráfrase do conto de Bernardo Elis. Para um, a tragédia se passa no contexto urbano já o outro no contexto rural. Cada um deles contam a estória de personagens que são mortos por um tiro enquanto trabalhavam. Mas a ação que leva a morte deles são diferentes. Após a morte dos personagens os poetas denunciam o descaso da justiça.
Ainda é possível ver e ouvir essas paráfrases e cantos da vida cotidiana.


Morte do leiteiro (Carlos Drummond de Andrade)

Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.

Na mão a garrafa branca
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morados na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.

E como a porta dos fundos
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro...
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.

Meu leiteiro tão sutil
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.
Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.

Mas o homem perdeu o sono
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.
Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.



A Enxada (Cora Coralina)

Piano carece de uma enxada.
Vai ao padre

- Seu padre, m’presta uma enxada.
Tou carecendo demais.
- Tinha. Tem mais não.
Outro levou. Nem sei quem.

- Seu vendeiro, me vende uma enxada.
Fiado. Na colheita lhe pago.
- Tem não. Sei bem como são.

- Minha do porco,
Me prove um enxada
Caco que seja me serve.
- Tem não.
- Aquela acolá,
pinchada, m’impresta.
- Essa não, é do minino bricá.

- Bão dia, patrão.
Vim busca sua semente, planta.
- Leva, preguiçoso, ladrão.
- Preguiçoso, ladrão, num sou não.

Vou planta seus arrôis
Inté amanhã ta tudo plantado.
No rancho não tem decumé.
Somente garapa fria de rapadura.

O bobo regogou,
rugido de fome.
Barriga vazia.

Piano, calado, puxou manso
beira baixeiro.
Enrodilhou.
Sono canino sonhou.
Espeto de carne pingado na brasa.
Farinha bem cheia de monte.
Panela de arrôis gordurando.

Enxada! Tanto de enxada
entrando no rancho!
Enxada encabada, sem cabo.
Libra e meia, duas libra,
duas caras de marca,
tinindo de novas, lumiando,
relanciando, dadas de graça
pra escolhe.

Piano acordou.
Manhã, nem.
Lua no alto parada no céu.
Passarinho dormindo,
o mato dormindo.
O saco nas costas,
Caminho da roça,
patrão muquirana, acredos!

E baixou, bicho no chão
e furou
e plantou,
agachado, arrastando,
Toco de pau. Toco de braço.

Coragem de pobre
seu medo de pobre
furando,
plantando
arrôis do patrão.

Prazo vencido.
Pua de pau furava.
Toco de dedo sangrava,
plantava.
O dia alto,
alto ia o sol,
tinia de quente
Passarinho cantava.
Deus do céu espiava.
Tudo, quasinho acabado.
Roça furada,
plantada.
Um toco de pau,
um toco de braço,
cinco paus de dedos,
feridos na carne.
Restinho de arrôis
no fundo do saco.

Eis chegam dois ferrabrases.
Jagunços mandados, armados,
Patrão mandou vê...

Piano aprazível:
- Nhorsim. Arrôis já plantado.
Coisinha de nada
sobrando no fundo do saco
indoje plantado.

Os dois ferrabrases:
- Patrão mando exempla ocê.
Risca ligeiro, na frente.

Pou
um tiro estrondou.

Passarinho assustou,
não cantou.
Atrás do toco
Piano acabou.

A roça plantada.
Semente de arrôis
tiquinho de nada
sobrado no fundo do saco.

- Alvíssaras, patrão!
Serviço bem feito.
Ninguém viu nada.
Ninguém falou nada.
Sua roça plantada
com toco de pau.
Piano caído de toco na mão.
Alvíssaras, patrão!
Seu bem feito.

Patrão, sossegadão:
- Assim se pune
preguiçoso, ladrão.

No meio da roça.
Piano já frio.
Sangue coalhado no chão.
Formigas em festas fartando.
Restinho de arrôis
no fundo do pano,
passarinho cantando.

Tempos passados...
Na festa da vila.

Fogos queimando,
Estourando,
Bandinha tocando,
Meninos brincando,
Foliando.

Viram quando
Velha aleijada,
amontada na cacunda do bobo
esmolado.
Gritaram, vaiaram:
- Tomove! Tomove!

Da ponta do boteco
alguém reparou:
- A mó qui é gente do Piano...

Pedras jogadas,
risadas.
Crianças correndo,
com medo.
Os abantesmas...
O bobo espantado
com a mãe na cacunda
montada
virou pra trás.
Roeram sua fome,
miséria, aleijume
no fundo do mato.

Os compadres
proseando de manso:
- e a roça de arrôis,
saiu bem?
- Patrão colheu tudo.
Num ficou satisfeito,
mandou ferrabrais
no rancho do desinfeliz
arrecada algum leitão magro,
galinha de pinto que fosse,
ajutorá pagamento resante.
Os home chegaro,
viro miséria:
o mundo,
a veia alejada.
Metero deboche:
se era casado,
marido e muié.
O bobo infezou,
sabe cumo é, bobo infezado.
Garrou porrete,
escorou,
sem midi fraqueza
Os barzabu isso quiria.
Dero piza.
Só num quebraro de tudo
que a veia se arrastando
pidia pru amo de Deus
deixasse o fio,
sua valença.

Em antes,
derrubaram o rancho,
dero fogo.
O tonto,
co’a mãe na cacunda
ganharo o mato
e foro saí na toca
da Grotinha.
Lá se intocaro
co’s mulambo do corpo.

- E cumo véve, cumpadre?
- Deus dá.
Tendo água de bebê
e fogo pra esuentá
isso pobre veve muito.

Aleijado, cego e bobo
é nação de gente vivedô,
duença num entra neles.

Diz que lá em tempos,
tinha inté pexe bagre na cacimba.
Alimparo tudo.
Num tem mais nem inseto.
Passou lá o Militão,
o veio raizeiro,
inté posô.
Deu conceito.
Espiritou o bobo faze tocaia
na grota da noite,
senta porrete,
bicho miúdo com sede,
cutia, preá, cachorrinho do mato,
inté ratão.
Deu certo. Muqueia, sapeca,
num passa fome não.
Insô a faze arapuca
pega passarinho.
Deu.

- Agora, cumpadre,
tão contando visage.
Lá na roça tem vela acendida
na cabeça dos toco,
diz qui o sugragrante
tá fazendo milagre.
Já virou, das veiz,
cavoucando, gemendo.
Diz qui deu carrera
em gente viva.

- E os quinhoado
levam sustento,
algum trapo de cubri?

_ Isso num informo, cumpadre.
Mais o processo qui o Juiz
abriu deu in nada.
E o delegado feiz diligença,
num teve testemunha,
diz que num foi crime.
Morte de acauso,
os home caçava era tatu.
viro um rebolo no chão,
dero tiro de longe,
acertaro no desinfeliz.

Aí, andaro na lei.
Levantaro o cadave,
mandaro intregá
pra famia faze sepurtamento

- E daí, cumpadre?
- Um crente piedoso sidueu.
Levou carroça de noite,
meteu o falecido num saco,
tocou pra vila,
deixou no portão do sumiterio.

- Bamo chegando pra frente, cumpadre.
Musca ta chamando nós.



PARÁFRASE
A Paráfrase é um texto que procura tornar mais claro e objetivo aquilo que se disse em outro texto. Portanto, é sempre a reescritura de um texto já existente, uma espécie de ‘tradução’ dentro da própria língua.
O autor da paráfrase deve demonstrar que entendeu claramente a idéia do texto. Além disso, são exigências de uma boa paráfrase:
1.      Utilizar a mesma ordem de idéias que aparece no texto original.
2.    Não omitir nenhuma informação essencial.
3.    Não fazer qualquer comentário acerca do que se diz no texto original.
4.    Utilizar construções que não sejam uma simples repetição daquelas que estão no original e, sempre que possível, um vocabulário também diferente.

Oração do Milho [Cora Coralina]


Frases de Cora Coralina






"O que vale na vida não é o ponto de partida, e sim a caminhada.
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."



"Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.


Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.


Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor..."


•ღ•‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗•ღ•


"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."


"Não podemos acrescentar dias à nossa vida, mas podemos acrescentar vida aos nossos dias".


•ღ•‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗•ღ•


SABER VIVER
Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.


Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.


E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar"


•ღ•‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗•ღ•


POEMINHA AMOROSO


Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...


•ღ•‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗•ღ•


Aninha e suas pedras 

Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.


Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. recomeça.


Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.


Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
enão entraves seu uso
aos que têm sede.


•ღ•‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗•ღ•




ASSIM EU VEJO A VIDA


A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.


•ღ•‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗‗•ღ•


"Não é o poeta que cria a poesia.
E sim, a poesia que condiciona o poeta.
Poeta, não somente o que escreve.
É aquele que sente a poesia, Se extasia..."


“Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.”ESCRITOR: 

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